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De acordo com o Professor James D. Herbsleb, no seu livro Global Software Development, lançado em 2001, “A tendência do mercado é de muitos dos times de desenvolvimento estarem dispersos geograficamente, essa configuração de desenvolvimento traz algumas vantagens competitivas, buscando soluções globais, como a redução do tempo de entrega do projeto, através de times paralelos trabalhando além das limitações de fuso-horário.” Por isso, o Desenvolvimento Distribuído de Software tornou-se uma grande realidade para as empresas, mas gerenciar times nesse estilo não é tão simples quanto parece. Assim surgiu o Projeto FireScrum, uma maneira de usar a Metodologia Ágil Scrum no gerenciamento de projetos que são feitos de forma distribuída.
O Desenvolvimento Distribuído de Software (DDS) surgiu como solução para o problema da falta de mão-de-obra das empresas, uma vez que a demanda por aplicações cresce exponencialmente e não há oferta de tantos profissionais para suprir essa necessidade do mercado, ele busca acelerar o desenvolvimento e reduzir o tempo das entregas, por meio de equipes trabalhando paralelamente e extrapolando o fuso-horário. A ideia de gerir um projeto de DDS utilizando o Scrum faz muito sentido, porque para o ambiente ser produtivo, com várias equipes distanciadas, precisa-se de uma gestão muito esforçada e aplicada, com uma grande ajuda do uso da tecnologia. Para entendermos a funcionalidade do Projeto FireScrum, vamos ver melhor como a Metodologia Ágil funciona.
O Scrum se baseia muito na interatividade dos membros e da alta mutabilidade do produto e dos seus processos. Para definir essas características do produto, ocorre a comunicação de uma necessidade do cliente, usando essas informações, define-se o Product Backlog, o qual será dividido em várias releases (que são pequenas entregas), cujo conjunto delas é denominado Sprint Backlog, mas o que é Sprint? Sprint é o tempo determinado para o desenvolvimento dessas atividades, o projeto é dividido em várias delas, que durante execução de cada uma, ocorre as Daily’s, que são pequenas reuniões diárias para discutir o andamento do projeto, que abordam o que já foi feito, o que será feito no próximo momento e as dificuldades encontradas no processo. No final de cada Sprint, acontece a Review meeting, na qual a equipe apresenta o resultado alcançado ao cliente, e logo após, é feita a Retrospective meeting, onde o Scrum Master conduz o time através dos problemas enfrentados, para a proposição de melhorias do processo/produto. Como o Scrum se fundamenta na interação constante e eficiente dos membros do time, mas por um outro lado, com o crescimento contínuo do desenvolvimento de software por equipes remotas, torna-se essencial o uso de ferramentas de apoio que minimizem os impedimentos gerados na aplicação do Scrum como metodologia de desenvolvimento em equipes distribuídas.
O Projeto FireScrum surgiu para solucionar alguns desses problemas, ele é uma ferramenta open source que foi desenvolvida para dar suporte ao gerenciamento de times distribuídos. Suas funcionalidades foram implementadas por 60 pós-graduandos, que cursaram a disciplina de Engenharia de Software da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), os 60 integrantes da disciplina foram distribuídos em seis times responsáveis, cada um, por um módulo do sistema FireScrum:
Cada time funcionava como um fábrica de desenvolvimento independente com um Scrum Master cada. A proposta da disciplina foi simular um ambiente próximo da realidade da indústria de software, proporcionando aos alunos o exercício da mesma, usando seus conceitos, métodos, práticas e ferramentas e permitindo aos estudantes adquirirem uma experiência prática de vivência de problemas e imprevistos que acontecem, e que precisam ser resolvidos.
Acompanharam mais de perto o desenvolvimento do módulo Planning Poker, cujo processo foi orientado pela Metodologia Scrum. Este módulo tinha o objetivo de simular sessões de estimativa nas quais os participantes pudessem discutir sobre suas opiniões como se estivessem numa sala presencialmente, visto que os participantes deste time moravam em 4 cidades distintas. Para a realização desse projeto, foram realizadas 5 Sprints. Visto que, no início do projeto os membros não eram tão proficientes com a metodologia, e o comprometimento e a comunicação entre os integrantes do time de desenvolvimento não era eficiente, criou-se uma dificuldade inicial. Notou-se que ao longo das Sprints, a proficiência dos membros melhorou muito, tanto nos aspectos técnicos quanto no autogerenciamento. No final do projeto, foram encontrados 5 problemas principais enfrentados pelo time de desenvolvimento, e como isso foi solucionado:
A necessidade do mercado por sistemas mais complexos num curto espaço de tempo e requisitos altamente mutáveis levaram as empresas a adotarem o desenvolvimento ágil para reduzir o tempo das entregas, mas isso traz uma série de problemas. O objetivo deste texto foi destacar os problemas que surgem durante um projeto e quais são as suas possíveis soluções. Dentro do PET, nos deparamos com muitos problemas parecidos e, ao longo do tempo, nos acostumamos a resolvê-los!
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