Felicidade

A melhor felicidade, no mundo profissional, é aquela focada no processo, e não no
resultado. Porém, não é isso que acontece na realidade: recompensamos as entregas, e
não o trabalho em si. Isso é crítico ao nosso contexto atual, pois, muito mais do que
pensamos, a felicidade é extremamente crítica aos negócios, podendo definir o rumo de
um.
Pessoas felizes se dão melhor em tudo, em todas as esferas da vida. E, apesar de você
raciocinar, primeiramente, o contrário, é normalmente a felicidade que precede o
sucesso, de acordo com pesquisas científicas. O bom desempenho só melhor mais um
pouco a já alta felicidade inerente ao bem-sucedido.
Nesse contexto, as reuniões de retrospectiva são extremamente importantes na
passagem de feedback estruturado e compreensível, fazendo com que as pessoas
realizem seu kaizen (melhoria contínua) de forma saudável e produtiva, auxiliando na
felicidade.
Aí, é essencial que todos ajam em cima das oportunidades de melhoria encontradas,
caso contrário, não haverá mudanças concretas no grupo e seus integrantes. Nesse
processo, é imprescindível a definição de métricas objetivas e acionáveis que possam
definir se uma meta foi atingida ou não (conjunto de características chamado de
SMART).
Outro ponto bem estratégico às empresas é acompanhar de perto a felicidade de seus
colaboradores, por meio da solicitação de feedbacks, porque ela é profética. Isso
significa que uma queda na felicidade precede outra na produtividade, então, se
corrigirmos os pontos pertinentes quanto à satisfação e ao bem-estar do pessoal, vamos
sempre manter um bom nível de produtividade no escritório.
Mas como manter as pessoas felizes? O primeiro ponto de atenção é a transparência.
Deixe tudo às claras, permita qualquer um participar de qualquer reunião, libere os
arquivos e pastas aos colaboradores, entre outras ações. Isso fará com que eles se sintam
importantes no trabalho e evita retrabalhos, além de ajudar na comunicação entre os
integrantes
O segundo ponto diz respeito à conexão entre as pessoas da empresa. Criar uma cultura
dentro de um grupo de seres humanos é algo difícil e demorado, mas que traz resultados
fantásticos e extremamente satisfatórios ao trabalho e à felicidade. Incentivar esse
entrosamento e relacionamento entre todos os funcionários, nem que sejam de setores
opostos, é algo que irá alavancar qualquer trabalho.
Ainda nesse contexto de cultura, toda organização deve cortar aqueles colaboradores
que não se alinham aos seus valores, a sua missão e a sua visão. Devemos vê-los como
a representação da empresa perante o público, e, se essa representação está
desalinhada, os clientes não vão ver quem realmente somos e, consequentemente,
nosso valor.
Por outro lado, podemos focar também no que deve ser evitado: complacência. Essa
cultura de passividade, conformismo e inércia é inimiga mortal da felicidade, que cresce
sob os pilares da paixão, do brio, da proatividade. É por isso que é inegociável que o
membro goste do que faça, caso contrário, é virtualmente impossível que o mesmo seja
feliz.
Essa paixão traz consigo, inevitavelmente, a melhoria contínua. E, nesse universo, temos
que tomar extremo cuidado com a “bolha da felicidade”. Após algum tempo de melhoria
coletiva e visível, como na produtividade e na felicidade, costumamos nos acomodar e
dar um break como recompensa própria. Assim, o grupo interrompe sua crescente e não
há mais brio no trabalho feito.
Para estourar essa bolha, existem os Bobos Sábios. Esses indivíduos são aqueles que
trazem a verdade desagradável à tona e fazem questionamentos desconfortáveis, mas
necessários à melhoria da equipe. Cultive esse tipo de pessoa em sua organização, pois
são eles que irão romper essa barreira de estagnação no trabalho e possibilitarão
mudanças refrescantes no grupo.
Por último, vale ressaltar o poder da autorrealização na felicidade das pessoas. Pensando
na Pirâmide de Maslow, passamos pelas necessidades básicas, como água, luz e comida,
pela segurança (física e financeira), pelo amor e pertencimento e pela autoestima e
respeito, para, então, chegar à última camada: a autorrealização. Portanto, é essencial
focar nesse aspecto quando lidamos com nossos colegas de trabalho, focalizando em
suas conquistas e realizações pessoais.
Concluindo, aqui vai um resumo do que fazer para tornar você, e seus colegas, mais
felizes: o que importa é a viagem, e não o destino; foque no kaizen e lembre de
acompanhá-lo de forma SMART; acompanhe a felicidade dos colaboradores
continuamente; seja e deixe tudo na sua organização 100% transparente; mantenha as
pessoas conectadas, entrosadas e imersas na cultura do grupo; elimine os complacente
e procure os Bobos Sábios no combate às bolhas da felicidade; e, por último, garante
que todos sejam autorrealizados em suas vidas.

 

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